Idade Maior

Do malte ao blend

Whiskys há muitos mas nem todos sabem distinguir os diferentes tipos. Saiba como.


Nos seus primórdios escoceses, o whisky era apenas de malte. Isso significava que o cereal utilizado era exclusivamente a cevada que se dá bem em climas como o da Escócia. Mas a produção era irregular e incapaz de satisfazer as necessidades crescentes de consumo. Como a procura motiva o engenho, em meados do século XIX, Aeneas Coffey inventou o chamado alambique de coluna. Também chamado de patent still, funciona em regime contínuo com outros cerais como o milho e o trigo em lugar do tradicional e descontínuo pot still.

Com esta invenção Aeneas Coffey alcançou para a indústria do whisky o que o Ford T alcançou para a indústria automóvel: permitiu multiplicar por 16 a capacidade de produção por hora! A este tipo chamamos grain whisky e sabemos que é obtido exclusivamente de cereais em grão como o milho ou o trigo, que sai do alambique  a 94%.   Já o tradicional malt whisky sai a 68% e, embora menos produtivo, é significativamente mais aromático, pois a cevada permite a extracção de um conjunto mais vasto de aromas.

Por outro lado, este  aumento da oferta  foi amplificado por um desastre: a filoxera que matou os vinhedos de cognac impediu a produção de  brandy, beneficiando imenso o sucedâneo whisky. É nesta altura que se dá a  grande expansão  desta bebida à custa de notáveis empreendedores como John Walker, George Ballantines ou  John Dewar. Aliás, quem não conhece hoje estas marcas de blends?

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