Idade Maior

Felicidade: ter ou viver?

, 4 comentários

O que nos faz mais felizes e é mais valorizado? O que possuímos ou o que vivemos? Conheça os resultados de um estudo recente.


Materialismo é uma palavra que carrega uma conotação negativa, não só a nível semântico mas também psicológico. Diferentes estudos revelam que as pessoas que concordam com a frase ? ?Compro coisas simplesmente porque as quero ter? -, tendem a sentir-se:
- menos satisfeitas com a vida;
- menos felizes;
- mais deprimidas e paranóicas;
- mais narcisistas.

No entanto, é impossível assegurar que o materialismo causa estes sentimentos. Apenas se sabe que está de alguma forma relacionado.

Ter vs Viver
Dois investigadores, Van Boven, da Universidade de Colorado, e Thomas Gilovich, da Universidade de Cornell (EUA), desenvolveram uma experiência que tinha como objectivo determinar se o materialismo causa, de facto, infelicidade.

Para o estudo foram criados dois grupos de estudantes que receberam diferentes instruções. Ao primeiro grupo foi-lhe pedido que descrevesse o que sente quando compra ou recebe algo, como roupas, gadgets, computadores, etc. Ao segundo grupo coube descrever uma experiência importante: um concerto, uma viagem, etc.

Uma semana  mais tarde, as descrições voltaram às mãos dos participantes para que os mesmos reflectissem sobre elas e anotassem as conclusões. Os resultados revelaram que o sentimento de felicidade dos participantes que contemplaram as suas experiências era mais intenso do que os que reflectiram sobre os bens materiais.

O valor das vivências
Uma das ilações retiradas pelos dois investigadores foi que as vivências são mais apreciadas do que os haveres (83 por cento dos inquiridos afirmou sentir-se melhor a pensar em experiências do que nos objectos adquiridos).

A valorização das experiências é um processo evolutivo. A partir de uma determinada altura, apercebemo-nos que as vivências são mais importantes do que os bens materiais e que nos trazem muito mais felicidade.

Os investigadores justificam este facto de três formas:
1. As experiências melhoram com o tempo: os haveres não, degradam-se.
2. As experiências resistem a comparações: não é possível qualificar ou quantificar uma experiência;  já todos os objectos têm um valor.
3. As experiências têm mais valor social: encorajam os relacionamentos interpessoais e é socialmente aceitável partilhar experiências;

Limitações do estudo
Segundo os investigadores falta ainda determinar se a felicidade causada é a curto prazo ou a longo prazo, e se os resultados são iguais nas pessoas verdadeiramente materialistas.

Fonte: www.spring.org.uk
4 comentários
  • isabel lopes
    17 de Junho
    á momentos de felicidade mas nao existe felicidade completa, a mim o que ás vezes me faz feliz é saber que nao podemos ter tudo e ver ricos que nao sao felizes por isso o dinheiro ajuda óh se ajuda mas nao dá felicidade completa,nao sou de ir á missa mas sei que existe alguém superior que me dá momentos de felicidade só isso é uma forma de estar viva porque a vida nem sempre é fácil é como uma estrada tem retas e curvas assim é a minha vida
  • Julio Sousa
    24 de Maio
    Há vivências que só se conseguem com a existênia de bens materiais, sem os quais não é possível viajar-se sem dinheiro. Agora o sujeito é que tem que valorizar mais as vivências e eu pessoalmente valorizo muito mais as vivências que os bens materiais. Penso que ambos têm importância para o ser humano. Nesta sociedade capitalista, tabalhamos para quê? para termos acesso aos bens materiais que nos permitem viver. E viver, quem não tiver um "mínimo" , de certesa, que não vive sobrevive...e muito mal.
  • ver mais comentários »