Idade Maior

Evitar o cancro do colo do útero

, 5 comentários


deixe a sua opinião
  • Nome
  • E-mail
  • Comentário
últimos artigos
O colo do útero é a extremidade inferior e mais estreita que liga o corpo deste orgão à vagina. O útero é oco, em forma de pêra e situa-se no abdómen inferior. O colo do útero sofre alterações ao longo da vida da mulher - puberdade, durante o parto e após a menopausa. A área que une a região externa do colo do útero (excolo do útero) e a porção interna (endocolo) é muito sensível e é nesta zona que se inicia a maior parte dos cancros.

Cancro colo do útero
Ao contrário de outros cancros, a origem dos tumores no colo do útero não é hereditária. Este cancro é causado por um vírus, o Papilomavírus Humano e certos géneros deste vírus são capazes de transformar as células do colo do útero, provocando lesões que podem progredir para lesões cancerosas. No entanto, esta progressão acontece apenas num baixo número de casos e desenvolve-se ao longo de vários anos.

Todas as mulheres podem ser afectadas por este género de cancro. Cerca 40 por cento dos casos são diagnosticados em mulheres com idades entre os 35 e os 54 anos. Contudo, a maioria  contrai o Papilomavírus na adolescência ou no início da idade adulta, pois este vírus é muito comum, sendo transmitido através de simples contacto genital de uma pessoa para outra. Cerca de 70 por cento das mulheres e homens entram em contacto com o Papilomavírus durante as suas vidas mas, felizmente, a maioria das pessoas infectadas são desenvolvem cancro porque, em 90 por cento dos casos, o vírus é eliminado naturalmente.

Sintomas de alerta
O cancro do colo do útero pode ser muito silencioso, e nem sempre causa dor ou outros sintomas no início do seu desenvolvimento. No entanto, é importante não esperar até surgirem dores para consultar o médico. Quando a doença se agrava, a mulher pode apresentar um ou mais dos seguintes sintomas:

- Hemorragia vaginal anormal;

- Hemorragia entre períodos menstruais regulares;

- Hemorragia após relação sexual, irrigação vaginal ou exame pélvico;

- Períodos menstruais mais prolongados e com mais fluxo que anteriormente;

- Hemorraginas após a menopausa;

- Aumento do corrimento vaginal;

- Dor pélvica;

- Dor durante as relações sexuais.

No entanto, estes sintomas podem também dever-se a infecções ou a outros problemas de saúde e só o médico está habilitado a fazer esta avaliação. Na ocorrência de algum destes sintomas, a mulher deve informar o seu médico, de modo a diagnosticar e a tratar atempadamente eventuais problemas.

Como diagnosticar esta doença?
Como esta doença pode afectar todas as mulheres em qualquer fase da vida, o rastreio sistemático através de citologias regulares é a melhor opção. A citologia consiste na recolha de uma amostra de células do colo do útero, para pesquisa de células com alterações. Desta forma, podem ser detectadas eventuais anomalias cervicais causadas pelo Papilomavírus.

Tratamento
Infelizmente, não foi descoberto ainda nenhum tratamento que elimine o vírus em si. No entanto, se houver lesões cancerosas, o tecido com alterações é removido através de intervenção cirúrgica. Também podem ser administrados fármacos específicos para tratamento das lesões. Estes procedimentos podem ser eficazes a curto prazo, mas são comuns situações de reaparecimento da doença.

Prevenção
O rastreio é essencial, pois detecta alterações nas células numa fase precoce, permitindo que se evite a progressão para lesões cancerosas.

No entanto, o rastreio não pode evitar o aparecimento da doença. A vacinação é a melhor opção para a impedir, devendo ser feita de preferência em pré-adolescentes e adolescentes.

Mais informações em www.ligacontracancro.pt

Leia ainda:

Como despistar o cancro da mama
5 comentários