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Linfoma: a quinta causa de morte

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Em Portugal surgem três mil novos casos todos os anos. Conheças os sintomas e os tratamentos, bem como os factores de risco da doença.


O cancro linfático é um dos dez tumores com maior incidência em Portugal. Todos os anos três mil pessoas são diagnosticadas com linfoma. O mais recente caso, tornado público no início de 2010, foi o do actor protagonista da série Dexter, Michael C. Hall. No entanto, se a doença for detectada e tratada precocemente,  a taxa de sobrevivência sobe para os 90 por cento.

O que é o sistema linfático?
O sistema linfático é constituído por uma rede de gânglios e de pequenos vasos espalhados por todo o corpo. Como faz parte do sistema imunitário, a sua função principal é combater as infecções, entre outras doenças. No sistema linfático circula um líquido transparente, a linfa, que ajuda a transportar diversas substâncias - células, proteínas, nutrientes e resíduos resultantes do metabolismo - por todo o organismo.

É composto pelos vasos linfáticos (por vezes simplesmente designados por "linfáticos"), os gânglios linfáticos (por vezes designados "nódulos linfáticos") e por órgãos tais como o baço e o timo. Existem gânglios linfáticos no pescoço, axilas, tórax, abdómen e virilhas.Os dois principais tipos de linfoma são o Linfoma de Hodgkin e Linfoma não Hodgkin, sendo o último o mais comum.

Esteja atento!
Determinados factores de risco aumentam a probabilidade de uma pessoa desenvolver um Linfoma não Hodkin, designadamente um sistema imunitário debilitado, determinadas infecções (HIV, EBV, Hepatite C, entre outras) e uma idade avançada, já que a probabilidade da doença surgir aumenta com o passar dos anos.

Sinais e sintomas
Um linfoma pode causar vários sintomas, embora muitos deles sejam também comuns a um grande número de doenças:
? Gânglios linfáticos inchados e indolores no pescoço, axilas e virilhas;
? Perda inexplicável de peso;
? Febre sem foco explicável;
? Suores nocturnos abundantes;
? Tosse, dificuldade respiratória ou dor no peito;
? Fraqueza e cansaço que não desaparecem;
? Dor, inchaço ou sensação de enfartamento no abdómen.

Formas de diagnóstico
Os exames e formas de diagnóstico podem incluir um exame físico por um especialista, análises ao sangue, radiografia ao tórax (importante para despistar sinais de doença no tórax) e biopsia, na qual o médico remove uma porção de tecido para pesquisa de possíveis células cancerígenas.

Tratamentos disponíveis
Os linfomas podem ser agrupados consoante a sua velocidade de crescimento. Assim, podem ser indolentes quando crescem devagar e agressivos quando crescem e espalham-se mais rapidamente.

O tratamento a aplicar varia consoante o tipo de linfoma e o seu estádio. No entanto, a doença pode ser tratada através de:
1.Quimioterapia -  consiste na utilização de fármacos administrados oralmente para matar as células cancerígenas;

2.Imunoterapia - os anticorpos monoclonais são o tipo de imunoterapia usada para o linfoma. São proteínas produzidas em laboratório, que se ligam às células cancerígenas e ajudam o sistema imunitário a matar as células tumorais;

3.Radioterapia - o tratamento usa raios de elevada energia, para matar as células de Linfoma não Hodgkin. A radioterapia pode reduzir o tumor e ajudar a controlar a dor;

4.Transplante de células estaminais - uma pessoa com recidiva de linfoma pode fazer um transplante de células estaminais. Um transplante de células estaminais hematopoiéticas permite o tratamento com doses mais elevadas de fármacos, de radiação ou de ambos.

Fonte: www.roche.pt e www.deco.proteste.pt

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1 comentários
  • gabriel
    22 de Julho
    que coisa estranha