Idade Maior

Consoada em família: guerra ou paz?

Festejar em harmonia nem sempre é fácil. Este Natal, saiba como sobreviver a eventuais dramas familiares.


Embora a celebração do Natal represente a união familiar, a verdade é que nem todos vivem esta quadra em festa. Aliás, para muitos trata-se de uma época difícil onde não faltam dramas emocionais e relações mal resolvidas.

E sobreviver ou contornar estes problemas também nem sempre é uma tarefa fácil. Daí que haja quem adore o Natal mas também quem odeie.

Mas a Consoada em família pode e deve ser uma reunião serena e festiva, sem questiúnculas ou mal-entendidos. Em primeiro lugar, é fundamental que se perceba que esta época festiva tem um significado diferente para cada membro da família.

Por exemplo, para a maioria das mães e avós, o Natal pode ser uma espécie de castigo, durante o qual passam o tempo todo a cozinhar e a limpar. Já os pais ou avós esperam ter paz, sossego e um pouco de boa vontade durante a Consoada.

Evitar dramas
O Natal ideal é aquele que decorre em perfeita harmonia familiar. Claro que a realidade é outra e, por vezes, certos parentes não simpatizam com outros. Então, como evitar potenciais confrontos durante o Natal?

Em primeiro lugar, se o Natal for em sua casa, evite juntar familiares que possam contribuir para um mau ambiente, como a família do genro ou da nora que não se enquadram com a sua. Lembre-se que pode sempre repartir a véspera de Natal com uns e o dia 25 com outros.

Por outro lado, se é dos que defende que o álcool é um excelente moderador de tensões, tenha cuidado. Da mesma forma que o álcool acalma, também desinibe, levando as pessoas a dizerem tudo o que lhes passa pela cabeça, muitas vezes coisas constrangedoras.

Honestidade acima de tudo
O mais importante de tudo é que sejam honestos uns com os outros, nomeadamente sobre o que sentem. E não crie demasiadas expectativas tanto para si como para o dia. Experimente tomar a iniciativa, não espere pela dos outros.

A verdade é que não existe um manual de instruções que nos diga como reagir a estas reuniões e nada é absolutamente certo ou absolutamente errado. Alguns gostam e querem seguir as tradições familiares; já outros nem por isso. Mas no que diz respeito ao convívio é fundamental que tenha em consideração os sentimentos dos outros membros, sobretudo, dos mais novos.

Acima de tudo, imponha limites, mas não deixe de fazer o que considera ser especial ou importante. Dê o seu melhor e tudo correrá bem.

Fonte: http://www.mental-health-today.com e http://www.guardian.co.uk