Idade Maior

Enteados, padrastos e madrastas

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Embora nos filmes e telenovelas, pareça fácil, na verdade padrastos e madrastas sofrem até encontrar o seu lugar.


A realidade das famílias recompostas não é simples. É difícil encontrar o lugar de padrastro e madastra, uma vez que as hostilidades abundam por todo o lado. O papel da madrasta é por vezes contraditório, de uma parte existe a obrigação de se ocupar de crianças que não são suas, e por outro lado é como se não existisse o direito de errar.

As madrastas, em boa verdade, sofrem mais, pois continua a existir o preconceito da bruxa má, que faz mal às crianças...Ao contrário, os padrastos são muitas vezes acolhidos como os salvadores. Graças a eles, as mulheres não continuam fragilizadas pela solidão. Refazer uma família não é tão simples como se possa fazer crer. Não! Ninguém encontra o seu papel de forma fácil! É uma aventura longa, complexa, que necessita de paciência e de amor, sobretudo por parte do novo casal.

Ser apoiado pelo parceiro

Para ser aceite junto das crianças, dos ex, dos avós, e mesmo dos amigos, é essencial poder estar apoiado pela única pessoa que legitima este papel: o cônjuge. É este que permitirá ter direito a um lugar de adulto na nova família, e vos autoriza a ter um papel junto dos seus filhos. A confiança que ele deposita em si, a aceitação de vos deixar aproximar junto dos seus filhos é essencial.

Mas, não nos esqueçamos que para os pais, o rebentar da família nuclear e a formação de uma nova tribo é um desafio grande: "o meu parceiro ficou demasiado preocupado pelo seu próprio papel juntos dos filhos, lugar que temia perder, o que não foi uma grande ajuda para mim", conta Maria. Para ele também não foi fácil: confusão de sentimentos, sentimentos de culpa, pois para os adultos não é fácil encontrar os contornos da nova ordem familiar.

11 comentários
  • melyssa
    21 de Janeiro
    maneiro,muito legal...
  • bia
    11 de Dezembro
    Ola eu tambem sofro muito. Quando casei o meu convivio com o meu enteado era bom final de semana vinha na minha casa, não me lembro o motivo do afastamento. Mudamos de cidade e agora as visitas são um verdadeiro pesadelo meu marido faz todas as vontades dele e eu só de falar do nome dele sinto raiva do menino; sei que ele não tem culpa de ter vindo ao mundo e muito menos de ser filho com a ex do meu marido, no entanto, eu não quero ele na minha casa. Neste Natal mais uma vez será horrivel para mim. Penso todos os dias em que o garoto esta na minha casa que "ele é um estranho uma visita... e vai embora" kkkk esse é o meu mantra diario. Mas como um amigo me disse "o ano tem 365 dias e ele fica 20 dias passa logo".....
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