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A infidelidade pode despertar a sexualidade?

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Eles amavam-se  mas depois de muitos anos, deixaram de fazer amor. Maria, 50 anos, conta à revista francesa Psychologies,a sua história enquanto casal. Durante os primeiros anos, o sexo tinha um papel importante na vida de ambos. A sexualidade era frequente, intensa e brutal. Falava-se muito das aventuras do passado, dos  parceiros, dos fantasmas e essa linguagem de expressão alimentava o desejo.

"Quando nos conhecemos, ele foi muito claro: não se iria assumir comigo, pois não queria uma relação exclusiva. Começámos a viver juntos, pois eu tinha esperança que ele mudasse. Quando penso na história da nossa vida, penso que as suas múltiplas infidelidades alimentaram o meu desejo.Ele enganou-me desde o princípio, sempre com antigas namoradas e amigas", recorda.

E continua: "As aventuras de uma noite, sem consequências do seu ponto de vista, eram para ele uma necessidade permanente, mas também uma defesa, para não se sentir demasiado preso na nossa relação de amor. Eu sempre soube e sempre aceitei porque comigo deixou de haver amor.  Hoje, penso que a infidelidade foi o coração da nossa vida sexual, como uma picada de desejo, juntamente com um grande sofrimento para mim."

Um ciclo vicioso
"Ao fim de cinco anos de vida comum, a intensidade da nossa relação sexual diminuiu. E foi reavivada com as suas histórias. Era um sistema infernal: ele enganava-me, isso acordava o meu desejo, mas eu sofria tanto que o odiava ao mesmo tempo que era demasiado agressiva. Ele, então, segundo creio, parou as suas conquistas, pois tinha pânico que eu o deixasse, como o ameaçava constantemente. Fazíamos amor raramente, nas férias. Dormíamos juntos todas as noites, sem nenhum gesto erótico. De tempos em tempos, ele tentava e era uma catástrofe. Tinha uma total falta de desejo, e durante três ou quatro anos de gelo, tornou-se cada vez mais difícil contornar esse meu estado", explica Maria, enquanto vai desfiando dolorosas recordações.

"Isto perturbou-me muito, mas não era possível falar, ele não queria que o problema fosse abordado. E falar de quê? Quando um dos elementos não quer falar, o que fazer? Eu nem sequer me masturbava. Eu não cheguei a ligar os fios que me permitiriam voltar a sentir desejo. Eu achava que tinha terminado e estava agressiva por isso. Estávamos mal juntos, e não nos chegámos a separar, porque paradoxalmente nos amávamos."

O que relançou a nossa sexualidade?
A resposta: "Descobri que ele me enganou novamente. Ignorava se ele tinha outra relações. Mas desta vez ele lançou índices, como se tivesse necessidade que eu soubesse. Para que o meu desejo reaparecesse. Fiz cenas horríveis e foi numa delas, muito histérica, que o desejo voltou. Eu chorava muito, ele tomou-me nos braços, abraçou-me, um beijo profundo ao fim de longos anos, e tudo voltou como anteriormente."

"Depois desse dia - conclui Maria - a nossa vida sexual floresceu. Mesmo que as nossas relações sejam menos frequentes, o desejo existe. E naturalmente retomámos as nossas conversas eróticas. O risco de sentir o mesmo que anteriormente mantinha-se, mas sentia que seria possível voltar a ter uma sexualidade pacífica. Da mesma forma que enquanto envelhecemos nos tornamos mais contemplativos. Tenho a convicção de que esta é história mais importante da minha vida, e creio que ele partilha o mesmo sentimento. Não sabia que o amava tanto."
14 comentários
  • luis
    19 de Março
    a traição não somente e uma ilusão na vida das pessoas o amor supera as dificuldades da vida
  • Barcelos braga Portugal
    23 de Setembro
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