Idade Maior

Namorar na Internet

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Nem sempre o sexo é a principal razão de uma aventura extraconjugal. Por vezes, procura-se simplesmente encontrar amizade e cumplicidade.


Continuação de ANATOMIA DE UMA INFIDELIDADE

«Quando Leon* e Marie* vieram ter comigo, não queriam acreditar que isto lhes tivesse acontecido», lembra Gary Neuman, psicoterapeuta de Miami e autor do livro Emotional Infidelity: How to Affair-Proof Your Marriage and 10 Other Secrets to a Great Relantionship (Infidelidade Emocional: Como Ter Um Casamento à Prova de Casos Amorosos e 10 Outros Segredos para Uma Óptima Relação). «Estiveram casados nove anos, tinham dois filhos pequenos e uma casa com vista para o mar. A vida não podia ser melhor ... até que Leon se apaixonou por outra mulher.»

Amante ou amigo?
Ele nunca a beijou ou abraçou. Nem sequer a conhecia pessoalmente. Leon, na casa dos 30 anos, conhecera Sally* na Internet! Ela tornou-se sua amiga e confidente. Ele chegava a casa e ia direitinho para o teclado do computador para «conversar electronicamente» sobre o dia de trabalho com a amiga cibernética. Partilhava com ela as suas lutas, receios e alegrias. Entrava pela noite dentro a seduzi-la no ciberespaço.

Leon nunca pensou que daqui resultasse o amor. Aliás, a sua companheira cibernética vivia noutro país. No entanto, tinham trocado fotografias recentemente. Leon ainda nem sequer tinha aberto o envelope com medo de que, se o fizesse, o casamento ficasse irremediavelmente perdido.

«Leon passou tanto tempo a ?conversar? e a namorar com Sally que retirou ao casamento a química, o namoro e o diálogo necessários à sua manutenção», diz Neuman. «Quando Leon e Marie conversavam realmente, ou era acerca de dinheiro ou sobre a educação dos rapazes. Em vez de tentar ultrapassar os desafios do casamento, Leon encontrou entusiasmo no relacionamento com outra mulher. No momento em que se apaixonou pela amiga cibernética, deixou de gostar da mulher.»

Sexo vs Cumplicidade
«Numa aventura extraconjugal procura-se mais encontrar um amigo do que conseguir um orgasmo melhor», afirma Frank Pittman no livro Private Lies: Infidelity and the Betrayal of Intimacy (Mentiras Privadas: Infidelidade e Traição da Intimidade). E, uma vez que existe essa infidelidade emocional, «o salto para a cama de outra pessoa torna-se muito mais fácil», conclui Neuman.

Claro que os especialistas dizem que isto não é amor verdadeiro. «Por vezes, estabelecemos contacto com alguém porque sentimos que essa pessoa nos entende verdadeiramente», explica Hedva. «Há uma ilusão em que nós pensamos que a outra pessoa tem a solução para nos fazer voltar a sentir bem, ?como nós próprios?. O que acontece é que nos lembramos por acaso de quem somos na realidade e, por essa razão, voltamos a sentir-nos bem connosco próprios.» A questão é: o que é que nos impede de sermos nós próprios e verdadeiros com o nosso parceiro?

Por Line Abrahamiam - www.seleccoes.pt

Continua no próximo artigo:  Círculos viciosos
1 comentários
  • nathalia
    14 de Março
    quero fica com alguem