Idade Maior

Sete mitos sobre o sexo adulto

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A sua vida sexual pode tornar-se ainda melhor à medida que envelhece. Especialistas explicam como e porquê.


Na cultura ocidental, o sexo está normalmente conotado com a juventude. Os anúncios insinuam sugestões e promessas, a comunicação social e a indústria de lazer fabricam uma imagem de divertimento de que os mais velhos foram excluídos. Tem-se direito a um ingresso no mundo do prazer desde que se seja jovem e se leve uma vida de solteiro frenética.

É um erro. Toda a gente tem direito ao sexo e oportunidades, pois a sexualidade e o instinto duram pela vida fora. «A idade não é um impedimento ao prazer», garante Tuula Emas, terapeuta sexual da Sexual Health and Couples Relationship Clinic, de Erenova, Vaasa. «As pessoas mais velhas também têm necessidades e têm direito a uma vida totalmente equilibrada, incluindo sexo com prazer.».

Muitas pessoas só atingem o equilíbrio sexual quando chegam à terceira idade. «Muitas mulheres não se dão conta da sua sexualidade antes dos 40 anos, e muitas outras só a partir dos 50 anos», diz Maija Kajan, ginecologista do Tampere Gynecological and Urological Centre. «A obsessão do desempenho, a preocupação de ser bom e a necessidade de afirmação vão desaparecendo à medida que a idade avança», diz Kajan.

Idade é qualidade?
E quanto aos homens? As novas drogas que ajudam a erecção são uma solução apenas parcial, pois tanto a experiência como a autoconfiança adquiridas com a idade ajudam muitos homens a encontrar novos prazeres na sexualidade. «Um homem com mais idade liberta-se da mania do sexo ?tecnicamente? perfeito ou orientado para o desempenho e vive a sua sexualidade de forma mais espiritual e emocional do que antes», diz Tuula Emas.

As mudanças trazidas pela idade tornam muitas vezes a vida sexual mais difícil. Um das desordens típicas dos homens é a disfunção eréctil causada por doença, e é nesse momento que procuram o urologista. Por sua vez, as mulheres queixam-se ao ginecologista de que têm relações sexuais dolorosas. Estes incómodos são, contudo, relativamente fáceis de tratar.

Os problemas sexuais nem sempre estão entre as pernas, mas antes entre os dois ouvidos. As nossas atitudes e preconceitos e os das pessoas que nos rodeiam reduzem muitas vezes as ocasiões durante os chamados anos de ouro. Como se isto não bastasse, muitas pessoas sentem vergonha das suas necessidades. Nestas páginas, especialistas médicos desfazem sete mitos sobre sexo adulto.

MITO 1
O sexo e o desejo sexual são vergonhosos
Na nossa cultura, que vive para um ideal de juventude, a sexualidade das pessoas com mais de 50 anos é quase um tabu. O sexo pertence à juventude: os feios, os velhos e os fracos nem devem pensar nisso. Muitas pessoas sentem que não têm o direito de desfrutar da sua sexualidade. «Os baby boomers e a geração precedente cresceram numa cultura sexual totalmente negativa», diz Tuula Emas.

A maior parte dessas pessoas está preocupada com o seu corpo. As mulheres lamentam a beleza perdida e não conseguem conviver com um corpo que se modificou com o passar dos anos: «Quem é que ainda ia interessar-se por uma mulher flácida?»

Da mesma maneira, os homens que sofrem de disfunção eréctil facilmente perdem a auto-estima. «Já não presto para nada.» Nos piores dos casos, as pessoas decidem que a sua vida sexual chegou ao fim porque acham que «já não têm idade».

De acordo com vários estudos, entre 20 e 50% das mulheres na idade da menopausa experimentam disfunções psicossexuais com inibição do desejo sexual. Ao envelhecerem, os homens mantêm um desejo sexual mais acentuado do que as mulheres, porque a vida sexual do homem, mesmo que bastante idoso, é mais bem aceite pela nossa cultura. As novas drogas que provocam a erecção oferecem oportunidades inesperadas na vida sexual dos «panteras grisalhos».

As mulheres têm que enfrentar pressões relativas ao seu papel na sociedade. «Por exemplo, muitas das expectativas e funções relacionadas com a maternidade poderão tornar-se num pesado fardo para a mulher», diz Emas. «Poderá uma avó ser também uma mulher ardente e sexualmente activa?» Claro que pode. A geração que tomou parte na revolução sexual dos anos 60 não pode subscrever os velhos modelos e atitudes.

Por Reino Rasilainen   www.seleccoes.pt


Próximo mito a ser desfeito: O desejo desaparece quando a actividade hormonal se altera.
4 comentários
  • Luana Cunha Ferreira
    20 de Julho
    Boa Tarde, Estou a realizar uma investigação para Doutoramento, sobre Casais e Intimidade, no âmbito do Programa Doutoral Interuniversitário em Psicologia (Psicologia de Família e Intervenções Familiares) nas Universidade de Lisboa e na Universidade de Coimbra. Os interessados podem participar através de uma entrevista presencial ou através do preenchimento de um questionário online (anónimo e individual). Para Marcar uma entrevista envie um mail para projectointimidades@gmail.com ou visite o site https://sites.google.com/site/intimacyanddesire . Para participar apenas no questionário, siga o link : https://sites.google.com/site/intimacyanddesire/questionario. Seria muito importante para esta investigação contar com a participação de pessoas mais idosas. Obrigada pela sua colaboração e divulgação!
  • A.S.Santos
    9 de Janeiro
    Meus amigos não se assustem com a idade, eu tenho 57 anos e se as oportunidades são favoráveis chego a fazer sexo 3 e quatro vezes por dia e ainda ouço elogios de mulheres muito mais novas, dizerem que os novos não me chegam aos calcanhares. Fazemos sexo com mais qualidade. Se a mulher gosta aguenta-se até elas terem 3 ou mais orgasmos. relação com duração de mais de uma hora só se consegue com muita experiência. Em rapazinhos de 20 30 anos nem conseguem satisfazer as mulheres. Mas um conselho façam exercício físico e não se metam em drogas, uma boa droga é mulheres muito mais novas. Não tenham receio que mulheres com 30 40 anos adoram a nossa experiência.
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