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Sexo tântrico: prazer prolongado

Madonna e Prince são adeptos. Descubra como esta arte antiga pode ajudar a maximizar o prazer, tornando o sexo mais espontâneo, variado e excitante.


Com certeza que já ouviu falar do sexo tântrico e das supostas maravilhas que provoca. Mas será que é verdade ou não passa de um mito? A história diz-nos que é uma prática já bastante antiga.

O Tantra, o Sámkhya e o Ioga são três das mais antigas filosofias indianas e as suas origens remontam à Índia. A proposta do Tantra é promover o autoconhecimento e evolução interior partindo do prazer, o que na prática significa explorar intensamente o prazer físico, excedendo os próprios limites.

A filosofia tântrica
O Tantra defende que no acto sexual deve existir envolvimento espiritual e, para tal, deve haver uma entrega e confiança totais. A ideia é criar uma ligação mais íntima e amorosa com o parceiro durante o acto sexual, evitando que o mesmo se torne superficial, mecânico ou desgastado pela monotonia.

Se pensarmos que a ejaculação precoce afecta um em cada cinco homens dos 18 aos 64 anos e que, em média, os mesmos atingem o orgasmo no máximo em três minutos, quando a mulher precisa de sete, o sexo tântrico pode ser a solução para alguns casais.

Intensificação do acto sexual
O sexo tântrico traduz-se na aplicação de técnicas que permitem intensificar e prolongar o acto sexual ? retardando a ejaculação do homem ? através de carícias, beijos, sexo oral e técnicas de fortalecimento do músculo pélvico no homem e na mulher (os famosos exercícios de Kegel e a outras técnicas de auto-contenção).

Envolve ainda a meditação e técnicas respiratórias, através das quais o casal aprende a conciliar o ritmo respiratório mútuo, de forma a conseguir um fluxo energético recíproco. Desta forma, o casal desenvolve os laços afectivos, construindo um sentimento de união muito mais profundo e duradouro.

O sexo tântrico é inclusivamente uma prática muito apreciada, por exemplo, por Madonna e Prince, mas são várias as celebridades que seguem esta filosofia de vida, o que de alguma forma comprova que, afinal, não é mito.