Idade Maior

"É uma experiência fascinante"

Aos 60 anos de idade, Fernando Tordo, entrou numa nova etapa da sua vida: a de avô. Feliz e orgulhoso o compositor fala do mais novo membro da família.


?Diferente de tudo o que já vivi. ? É desta forma que Fernando Tordo define a experiência mais recente da sua vida: a de avô. Um papel que ansiava a algum tempo e que chegou mesmo a temer que pudesse não se tornar realidade. Aos 61 anos mostra-se feliz e verdadeiramente orgulhoso do mais recente membro da família.
?É de facto uma experiência fascinante. Não tem comparação com a de ser pai. É um encantamento muito grande e às vezes chega quase ao exagero.?

Um avô babado
Sem vergonha de o admitir, Fernando Tordo diz ser ?um avô completamente babado?, que pretende aproveitar ao máximo a experiência. No entanto, com plena consciência do ?tempo de vida e do que está para vir?.

É um avô que faz questão de estar presente e acompanhar as etapas do crescimento do neto ou não se tivesse já tornado um expert na matéria, sobretudo ?dos tamanhos das tetinas e dos biberões?, como o próprio o reconhece. Aliás, diz mesmo que o papel de um avô é estragar o neto com mimos. ?Se temos vontade do abraçar porque havemos de controlar isso. Passamos uma vida a contrair-nos, a frustrar-nos em relação a tanta coisa? o que pode estragar os netos é uma má educação e um mau ambiente familiar.?

Completamente entregue ao papel de avô, Fernando Tordo não se cansa de elogiar o neto que, com apenas cinco meses, conquistou o avô pelo sorriso. ?O tempo que ele demora a identificar e a decidir se simpatiza ou não e depois acaba por lançar um sorriso astronómico é um processo fascinante?.

As fotografias
Embora não carregue a máquina fotográfica para todo o lado consigo, Fernando Tordo dispõe já de um espólio considerável de fotografias do neto. ?O pai fotografa e eu recebo no telemóvel a reportagem completa. Tem sido assim desde que ele nasceu?. Algo que não se fazia antigamente, salvo em ocasiões especiais. ?Eu, hoje, conseguir encontrar uma fotografia minha, em criança, é quase impensável. Já do meu neto tenho no telemóvel, em cinco meses, o que não tenho em 60 anos de vida?. Como o próprio conclui: ?as coisas mudaram substancialmente?.