EMPRESAS, INSTITUIÇÕES E GOVERNOS COMEÇAM A COLOCAR O TEMA DA LONGEVIDADE NAS SUAS ESTRATÉGIAS PRIORITÁRIAS.
• Marketing e Comunicação dirigido a 50+ e Intergeracionalidade no Trabalho e em destaque;
• Michael Clinton, Lisa Edgar, Céline Abecassis Moedas e Ana Clara Silva entre os oradores convidados para uma manhã dedicada a aprofundar os desafios para as marcas e organizações e instâncias governamentais;
Portugal enfrenta uma transformação demográfica sem precedentes. O “New Map of Life”, redesenhado no Centro de Longevidade da Universidade de Stanford, que parte dos pressupostos de que se 50% dos bebés que nascem hoje viverão até aos 100 anos e de que a esperança média de vida de todos nós aumentou drasticamente – obriga-nos a redefinir e repensar o mapa da vida do ser humano.
Pela mão do Hub Consulting Idade Maior, um projeto da Brandkey, a 3ª Conferência Idade Maior levou ao Centro Cultural de Belém (CCB), especialistas nacionais e internacionais, decisores, profissionais de marcas de empresas e organizações para debater o impacto estrutural da nova longevidade na economia, no trabalho e ao centro estiveram dois grandes temas: Marketing/ Comunicação e Publicidade dirigido aos 50+, Intergeracionalidade no Trabalho, reforçando a necessidade de uma mudança estrutural nas estratégias das organizações.
Entre os nomes convidados por Mónica Chaves, CEO e fundadora da Brandkey e da consultora Idade Maior – e embaixadora do Stanford Center on Longevity – estiveram Michael Clinton, Founder & CEO da ROAR Forward (uma plataforma de business Intelligence B2B no setor da Nova Longevidade); Lisa Edgar, CEO na Big Window Consulting Ltd; Céline Abecassis Moedas, Professora de Estratégia na Católica Lisbon School of Business & Economics e recente fundadora do Católica Center on Longevity Leadership e Ana Clara Silva, Diretora Regional da Inclusão da Madeira, entrevistada por Laurinda Alves, Jornalista, Escritora e Professora.
NOVA ECONOMIA DA LONGEVIDADE: DESAFIOS E OPORTUNIDADES
Num contexto em que quase 22% da população europeia tem mais de 65 anos e em em Portugal 59% dos consumos domésticos são feitos por 50+, a longevidade deixou de ser um tema apenas social – é uma questão económica e estratégica.
Michael Clinton, impulsionador do movimento “The New Longevity”, defendeu a necessidade de redefinir o modelo de vida, carreira e consumo numa sociedade que será mais longa e mais dinâmica. Já Lisa Edgar apresentou uma visão estruturada da longevidade em diferentes fases (50, 65, 75, 85+), sublinhando que “a idade traz mudança – não necessariamente declínio”.
COMUNICAÇÃO DESALINHADA COM A REALIDADE
Um dos momentos centrais da conferência foi a apresentação de insights do estudo de mercado do Forum Idade Maior em parceria com a Ipsos APEME, que evidenciam um desalinhamento entre a forma como a publicidade retrata os mais velhos e a forma como estes se veem.
Dados revelam que a publicidade continua a recorrer a representações estereotipadas, quando os 50+ são hoje decisores ativos, que investem na saúde, bem-estar e tecnologia, e protagonistas de uma nova fase de realização e continuidade. “A Vida Sob Controle” – conceito explorado no decorrer das principais conclusões desta pesquisa e focado em colocar a autonomia, decisão e reconhecimento ao centro da definição desta nova linha da vida, ilustrada pela Consultora Idade Maior e apresentada por Carlos Liz.
INTERGERACIONALIDADE: VANTAGEM COMPETITIVA
Céline Abecassis Moedas, demonstrou com números concretos estudos que comprovam que a intergeracionalidade no trabalho é um tema real das organizações, o que justifica o estudo em desenvolvimento no centro de Longevidade da Católica e disciplina que faz parte do programa Longevity Leadership da Católica.
Na sequência deste eixo central da Conferência, Isabel Bernardo, partner da Consultora, e Marina Petrucci, Country Manager da Ipsos-Apeme, demonstraram que a diversidade etária nas organizações é um ativo, pois de acordo com estudos internacionais, equipas motivadas e diversas podem traduzir-se em +17% produtividade, -41% absentismo, -59% de rotatividade e +21% rentabilidade.
A investigação do Forum Idade Maior reforça que a intergeracionalidade não é apenas uma tendência social, mas uma oportunidade estratégica para melhorar desempenho, retenção e cultura organizacional, convertendo-se em maiores níveis de produtividade.
PASSAR À AÇÃO – CASE STUDIES DE EMPRESAS E GOVERNOS
A edição de 2026 contou ainda com um momento especial: o Live Podcast “para maiores de idade”, da Idade Maior, conduzido por Laurinda Alves, que entrevistou Ana Clara Silva, Diretora Regional da Madeira para as Políticas Públicas Integradas e Longevidade, dando destaque ao que de melhor se tem feito em políticas públicas em matéria de longevidade nos territórios.
Idade Maior afirma que a Longevidade impacta, de forma transversal, todos os sectores, todas as indústrias, todas as disciplinas, todos os departamentos, e… todas as idades. A longevidade é um tema que nos afeta a todos!
Assim, no decorrer dos trabalhos desenvolvidos no Forum Idade Maior, alguns dos seus membros apresentaram em palco casos práticos de projetos desenvolvidos nos seus sectores.
A NESTLÉ, mainsponsor da Conferência, abordou o papel da nutrição ao longo da vida e o seu impacto na longevidade saudável”. Daniela Dias, Nutricionista e Marketeer de profissão e com a função de Business Executive Officer da Nestlé Health Science Portugal, apresentou os desenvolvimentos científicos e investimentos feitos pela multinacional para responder às necessidades das vidas mais longas. Para Daniela, “não se trata apenas de viver mais, trata‑se de viver melhor durante mais tempo”.
O Santander, Inês Rocha de Gouveia e Cristina Melo Antunes, referiu a importância da literacia financeira para a longevidade e programas já desenvolvidos e a Fidelidade, na pessoa de Mafalda Honório, apresentou uma novidade que casou o tema da Longevidade com a Inteligência Artificial: um simulador que nos permite conversar connosco, com 100 anos de idade.
A MEO divulgou o programa “Estou aqui, adultos”, colocando a PSP a fazer uma demonstração das pulseiras de identificação das pessoas mais velhas vulneráveis.
Mais do que uma conferência, a Idade Maior afirma-se, cada vez mais, como uma plataforma de reflexão, sensibilização, difusão e ação sobre a Nova Economia da Longevidade – um tema cada vez mais central nas estratégias empresariais, políticas públicas, academia e inovação.
Hoje tivemos o privilégio de receber nas instalações da Brandkey os representantes das 10 empresas que integram esta 2.ª edição do projeto: ACP – Automóvel Club de Portugal, Câmara Municipal de Lisboa, Fidelidade, Jerónimo Martins, MEO, Nestlé, Santander, Trivalor SGPS, SA, Unilever e Well’s.
Neste encontro inaugural, apresentámos os dois grandes temas que irão orientar o nosso “ano letivo” 2025/26:
– Comunicação e Publicidade para os 50+.
– A importância da Intergeracionalidade no Trabalho
Tivemos também o enorme prazer de contar com a presença inspiradora da jornalista, professora e escritora Laurinda Alves, que refletiu sobre os desafios e oportunidades da comunicação dirigida às gerações mais velhas, e com o biólogo e cientista Ricardo Reis Santos, que, numa entrevista conduzida por Carlos Liz (Consultor) e Marina Petruscci (Ipsos), partilhou uma visão profunda e provocadora sobre o fenómeno social da intergeracionalidade, numa era em que nunca o ser humano coabitou com tantas gerações em simultâneo e nos mesmo territórios.
Mantendo o espírito dinâmico que marcou a edição anterior, este novo ciclo traz consigo múltiplos encontros e novas iniciativas desenhadas para promover a interação, a partilha de conhecimento e o incremento de informação de negócio entre os 10 membros do Fórum. Um verdadeiro espaço de cocriação e inteligência coletiva, onde se desenvolvem ideias com impacto real.
É com entusiasmo que damos início a mais um ciclo deste projeto, que só é possível graças ao envolvimento das 10 empresas participantes e à parceria com todos aqueles que acreditam que o futuro se constrói com todas as idades.
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